Oficina apresentada duas vezes na Sala C1 do Bloco C em 27/08, às 11h e às 15h — a edição da tarde abriu lembrando que era a segunda oficina do dia sobre o tema. Conduziu a sessão uma advogada com 20 anos de mercado imobiliário treinando corretores e advogados, presença recorrente no CIMI em temas de documentação e contratos; neste ano, o convite juntou due diligence e inteligência artificial numa 'nova roupagem'. O formato combinou exposição com slides (prometidos à plateia), um exemplo de matrícula resumida analisado em tela, enquetes de mãos levantadas e casos de escritório e de tribunal. Este resumo cobre as duas edições como uma oficina só.
Termos citados
Due diligence — A devida diligência: investigação do negócio — do imóvel, das partes e do próprio acordo —, e não apenas a coleta de certidões e documentos.Jurisprudência — Decisão de tribunal.Alucinação — Quando a IA cria o que nunca existiu — leis, decisões, situações — e entrega como resposta; a taxa foi descrita como ainda alta.Prompt injection — Comando ou linhas ocultas inseridos num documento — por exemplo, escritos em letra branca num PDF —, invisíveis a olho nu, que a IA lê e obedece ao analisar o arquivo.Concentração dos atos na matrícula — Princípio pelo qual todas as informações relativas ao imóvel deveriam estar reunidas na matrícula, dispensando investigação externa — expectativa que a prática judicial não confirmou.Contrato — Acordo de vontades entre duas ou mais pessoas para fazer nascer ou modificar direitos e deveres — não é o papel: contrato verbal é contrato.