28/08 · 10h00 · Sala C2Imóveis irregularesRegularizaçãoCaptaçãoDocumentação imobiliáriaInvestidoresRetrofit
Quem é Juliê Mattos
Oficina solo apresentada duas vezes na Sala 2 do Bloco C em 28/08 — às 10h00 e às 14h00 —, sobre trabalhar imóveis irregulares e atípicos como nicho de captação e de venda para investidores. As duas edições seguiram o mesmo mapa em cinco etapas — matrícula, entrave, enquadramento, posicionamento com o cliente e fechamento — e partiram de três ideias apresentadas como base do método: o descarte sem diagnóstico, a diferença entre irregular e inviável, e o corretor treinado para ver o risco em vez de navegá-lo. A condução veio de quem trabalha há 14 anos com regularização a partir do direito, com empresa de equipe multidisciplinar e atendimento nacional, e que anunciou do palco ter tirado o registro de corretora havia uma semana. A edição da manhã reservou os minutos finais a perguntas da plateia, com casos trazidos de Salvador e do próprio público.
Termos citados
Imóvel irregular — O que falta é documentação: averbação não feita, construção não averbada na matrícula, escritura não registrada, divórcio não averbado, cadeia sucessória incompleta. Definição usada na oficina de forma muito mais larga do que a associação automática com usucapião e disputa judicial.Imóvel inviável — O que não se regulariza, por problema na raiz: loteamento de origem viciada, construção que fere zoneamento, recuo ou distância mínima de córrego, ou situação com ação criminal ambiental envolvida. Descrito como minoria rara.Imóvel estressado — Termo tratado como moda recente puxada pelos leilões: o problema está nas pessoas envolvidas — dívida do vendedor, disputa familiar, deterioração, imóvel à beira do leilão — e não necessariamente na documentação. Muitos estressados também são irregulares.Usucapião extraordinária — Via prevista no Código Civil a partir de 15 anos de posse, apontada como a que permite regularizar até imóvel invadido.CND e CNO — Para averbar uma construção na matrícula é preciso a CND que comprove o recolhimento dos impostos da obra, emitida na Receita Federal, o que pressupõe a abertura da CNO da obra — etapa que muitos proprietários desconhecem.Contrato de gaveta — Negócio fechado sem registro, herança do tempo em que se vendia no aperto de mão, no fio do bigode. Apontado como a principal origem dos casos que hoje só se resolvem por usucapião.Retrofit — Reforma de modernização do imóvel antigo, citada como movimento nacional impulsionado pela revitalização do centro de São Paulo e por linha de crédito da Caixa, e apresentada como par natural do imóvel irregular na conta do investidor.